sexta-feira, 19 de julho de 2013

Laura Keynes, a descendente de Darwin que se converteu ao catolicismo

Laura Keynes, a descendente 

de Darwin que se converteu 

ao catolicismo

Ela trabalha atualmente no 

projeto "Catholic Voices"







Seu nome é Laura Keynes, mas ela 
descende nada menos que de Darwin
O famoso economista John Maynard 
Keynes, cujas teorias ainda dividem os 
especialistas (depois de os Estados as 
terem aplicado amplamente durante 
todo o século 20) era irmão de Geoffrey, 
que se casou com Margaret Darwin
tataraneta do célebre Charles.

Margaret foi a bisavó de Laura Keynes, que, 
dessa maneira se encontra entre os parentes 
de dois gigantes do pensamento mundial moderno. Estas duas figuras ainda hoje 
influenciam o Ocidente e seu impacto só pode ser comparado ao marxismo – não é por 
acaso que continuamos ouvindo falar do darwinismo e do keynesianismo.

Laura, nascida em Londres, doutorou-se em 
Filosofia, em 2010, na Oxford. Atualmente, 
mora em Cambridge, onde escreve para importantes publicações, como Times 
Literary SupplementThe ObserverStandpoint Magazine, e trabalha em seu primeiro 
livro.

Laura Keynes não apenas se converteu ao 
catolicismo, mas quase se transformou em 
uma apologista em tempo integral. Ela se uniu, de fato, ao projeto Catholic Voices
iniciativa de divulgação e apologética no mundo anglo-saxônico. Até aqui, nada 
excepcional, além da ascendência especial desta mulher.

O que chama a atenção é que Laura Keynes se 
converteu ao catolicismo depois de 
ter lido o best-seller "Deus, um delírio", do famoso ateu militante Richard Dawkins.

Cabe destacar que Laura não tinha nenhuma 
pré-disposição familiar ao interesse pela 
religião. Seu pai simplesmente não se interessava pelo tema, bem como seus dois 
ilustres antepassados. A mãe, nascida no anglicanismo, passou ao catolicismo 
depois de pouco tempo (algo frequente na Grã-Bretanha), chegando a batizar sua 
filha no rito católico. Mas sua convicção era tão fraca que, depois de alguns anos, 
tornou-se budista (algo também comum entre as famílias de classe alta, não só na 
Grã-Bretanha).

Assim, Laura cresceu em um ambiente essencialmente 
agnóstico, no qual a religião 
não chegava a ser nem um hobby pessoal, mas o último dos pensamentos. Depois, 
Laura cresceu e, enquanto estudava para o doutorado em Oxford, interessou-se pelo 
debate surgido sobre o chamado "novo ateísmo" de Dawkins.

Ela aprofundou no tema e percebeu que toda a novidade 
se baseava em uma 
instrumentalização do seu antepassado naturalista – que, por outro lado, não teve 
nenhuma intenção de fundar um novo credo baseado no mais radical materialismo. 
De fato, chegou a se incomodar bastante com as conclusões teológicas que alguns, 
em sua época, tentaram extrair dos seus estudos de biologia.

Em sua análise, Laura descobriu que "o 'novo ateísmo
continha sempre uma  
semente de intolerância e de desprezo às pessoas". A partir disso, ela 
começou uma caminhada espiritual que a levou a valorizar "a santidade e 
a dignidade da vida humana". E concluiu: "Escolhi livremente ser católica, depois 
de muitas reflexões e longas análises". Naturalmente, sua conversão, dada sua 
ascendência, levantou polêmicas. Os comentários eram do tipo: "Mas ela parecia  
uma pessoa tão inteligente...".

A esta altura, Laura explica que uma característica da 
família é a atitude de  
"explorar e analisar as incongruências nas provas". Foi isso que ela fez e a 
conclusão a levou diretamente ao batismo papista, seguindo os passos de 
grandes intelectuais ingleses que, usando somente seu cérebro, a precederam: 
Chesterton, Lewis, Tolkien, Newman, Eliot, Waugh, entre outros.

(Fonte: La Nuova Bussola)



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