terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Mauro Meister – O culto vivo a Deus


Mauro Meister – O culto vivo a Deus


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Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por 
sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos 
conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que 
experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. (Rm 12:1-2)

O cristianismo brasileiro de hoje vive de forma geral em um estado de alienação e reducionismo, pois desconhecem a profundidade da Palavra de Deus. Contudo, somos chamado para ter a mente de Cristo.

“O homem de Deus é firme naquilo que faz… e naquilo que não faz”
Fomos chamados para prestar um culto vivo a Deus. Precisamos aprender a viver em novidade 
de vida; e viver em novidade de vida tem algumas implicações. Uma delas é que temos a 
obrigação de conhecer profundamente as Escrituras.

Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus,

Todos nós somos devedores da graça de Deus, da divina misericórdia. Porém, dentro da igreja 
temos muitas pessoas que não entenderam verdadeiramente a doutrina da justificação 
somente pela fé. Muitos ainda pensam que podem comprar com suas boas obras um 
pedacinho do céu. Pastor, quando foi a última vez que você pregou sobre o fato de não 
podermos comprar nossa salvação? É porque pregamos um evangelho capenga, um 
evangelho que não é o evangelho de Cristo que diz que as pessoas podem comprar 
algo de Deus, que muitos não têm segurança de sua salvação.

Os primeiros capítulos de Romanos falam sobre o evangelho de Deus e precisamos 
conhecê-lo. Do capítulo 1 ao 3 fala-se sobre nossa perdição, do 3 ao 5, nossa justificação, 
do 6 ao 8, nossa santificação (ninguém pode revogar nossa salvação), do 9 ao 11, Israel 
e eleição. É sobre essas “misericórdias de Deus” que Paulo roga. Do capítulo 12 ao 15, 
Paulo então passa a falar sobre como viveremos.

No capítulo 11 , Paulo finaliza com uma doxologia. Isso nos mostra que toda boa teologia 
leva a uma doxologia em plena adoração! Ah, como a igreja carece de boa teologia boa. 
Ela carece de conhecer a Palavra de Deus. A Palavra de Deus corretamente compreendida 
leva a adoração. A teologia não é estudada por causa da teologia, mas para se conhecer
 e amar mais a Deus. Uma boa teologia nos leva a uma adoração plena e bíblica. Uma 
teologia ruim nos leva a uma falsa adoração que desagrada a Deus. Infelizmente, a
 igreja de hoje não foca em glorificar a Deus, mas naquilo que pode ganhar/comprar 
de Deus.

A resposta de Paulo é a antítese do que a igreja evangélica moderna vem fazendo. 
O evangelho moderno enfatiza que devemos conseguir o máximo que pudermos de 
Deus e arrancarmos dele todas benesses, todas as bênçãos, tudo o que pudermos. 
Mas Paulo diz: “Dê tudo a Deus! Entregue-se a Deus”. A verdadeira espiritualidade, 
o verdadeiro culto, em Espírito e verdade, não se realiza no tirar de Deus, no querer 
mais dele, mas no entregar-se totalmente a ele!

Relacionamento entre fé e obras


Quando se fala sobre salvação pela graça, sempre surge a questão do relacionamento 
entre fé e obras. Precisamos entender que a salvação nos vem somente pela graça – 
a obra é de Cristo! Somos salvos pela fé, confiança, na obra de Cristo e não por qualquer 
boa obra que façamos. Isso não significa que o cristão não deve praticar boas obras. 
Tiago afirma que uma fé sem obras é morta. É nas obras que mostramos a realidade 
de nossa fé. João afirma que se alguém afirma amar a Deus, mas não ama o próximo 
é mentiroso. É nos relacionamentos que confirmamos a veracidade das obras.

Sendo assim, salvos pela fé, começamos a prestar um culto vivo a Deus. A confiança em 
Deus nos leva a apresentar o nosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, 
que é o nosso culto racional. O crente precisa ser uma pessoa consciente de sua capacidade 
de pecar; e, quando pecar, ele precisa vir até Deus almejando oferecer seu corpo não 
para o pecado, mas para Deus, como um sacrifício vivo. Esse sacrifício não é um sacrifício 
para sermos salvos. Somos salvos somente pelo sacrifício de Cristo. Esse sacrifício é um 
sacrifício de santificação que é oferecido com alegria! O cristão não se oferece como 
sacrifício com tristeza, mas com alegria, pois ele sabe que é um sacrifício oferecido a Deus.

Qual a natureza desse sacrifício?

É um sacrifício de si mesmo, vivo e não morto, santo e agradável.

Nós não oferecemos um sacrifício morto a Deus, mas um sacrifício vivo. Oferecemos um 
sacrifício santo. O cristão não tem uma divisão entre o sagrado e o secular (na igreja 
somos uma pessoa e no mundo outra), pois o cristão oferece sacrifício santo em todo 
e qualquer momento de sua vida, quer no templo, quer no trabalho, quer em casa. 
Somos pessoas totalmente separadas para Deus. Se você quer adorar a Deus de 
verdade aqui e agora, essa adoração precisa se estender por todas as áreas de sua 
vida (relacionamentos, trabalho, estudos, etc.)

Não conformeis com este século, mas deixai-vos                               transformar pela renovação da vossa mente

Paulo então fala sobre o que não devemos fazer e sobre o que devemos fazer. Não 
devemos nos moldar aos padrões do mundo, mas devemos ser receptivos a ação divina
 em renovar a nossa mente e, assim sermos transformados. Precisamos estar em contato 
com os meios de graça de Deus (Palavra, oração, comunhão dos santos, etc.).

Para que experimenteis qual seja a boa, agradável                                          e perfeita vontade de Deus.

Uma mente transformada produz uma vontade transformada, pela qual nos tornamos 
desejos, pelo auxílio do Espírito, a deixar nossa própria vontade e nos submeter à vontade de Deus.

Relacionamentos transformados para glória de Deus                                     (12.1-15.13)

Paulo nos capítulos restantes passa a descrever como é a vida transformada por Deus. 
Ele menciona:

  • Nossa relação com Deus: corpos consagrados e mentes renovadas (12.1-2)
  • Nossa relação com nós mesmos: pensando em nossos dons com moderação (12.8-12)
  • Nossa relação uns com os outros: amor na família de Deus (12.3-8)
  • Nossa relação com os inimigos: não retaliação, mas serviço (12.17-21)
  • Nossa relação com o estado: cidadania consciente (13.1-7)
  • Nossa relação com a lei: a lei se cumpre no amor ao próximo (13.8-10)
  • Nossa relação com tempo: Vivendo entre o “já” e o “ainda não” (13.11-14)
  • Nossa relação com os fracos: aceitar sem desprezar, julgar ou ofender (14.1-15.3)
Se fizermos menos que isso, estaremos apresentando um sacrifício que está aquém 
do que Deus pediu. Como povo salvo pela graça, Deus requer que, em nossa s
antificação, apresentemos um sacrifício vivo, santo e agradável a ele.

Por: Mauro Meister. Pregado no dia 10/02/13, na 15ª Consciência Cristã (VINACC). Copyright © 2013 Consciência Cristã. Website: http://www.conscienciacrista.org.br/.
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