quinta-feira, 3 de maio de 2012

‘Cristãos relativizam palavras de Jesus’, diz teólogo sobre estudo de como Jesus pensaria nos dias atuais

‘Cristãos relativizam palavras de Jesus’, diz teólogo sobre estudo de como Jesus pensaria nos dias atuais

Teólogo brasileiro debate estudo que mostra que a opinião de Jesus atualmente seria diferente das dos outros cristãos de hoje, liderado pelo professor de psicologia da Universidade Norte-Americana de Stanford, Lee D. Ross.


O reverendo Augustus Nicodemus, doutor em teologia e chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie, comentou em entrevista ao The Christian Post sobre o estudo e falou sobre “relativização”.
Segundo Nicodemus, “a relativização das palavras de Jesus se dá quando a aceitação literal e natural delas coloca pessoas numa situação difícil, desconfortável ou questionável”, diz. Ele explica: “em vez de ajustar em sua vida às palavras do Senhor, muitos preferem relativizá-la para escapar às consequências das mesmas”.

Rev. Augustus Nicodemus
Foto: http://mackenzie-rio.edu.br/


Segundo Nicodemus, “a relativização das palavras de Jesus se dá quando a aceitação literal e natural delas coloca pessoas numa situação difícil, desconfortável ou questionável”, diz. Ele explica: “em vez de ajustar em sua vida às palavras do Senhor, muitos preferem relativizá-la para escapar às consequências das mesmas”.

O estudo utilizou uma escala de 100 pontos, que vão desde “mais liberal” a “mais conservador”. Para cada assunto, uma nota foi atribuída para identificar onde Jesus estaria na escala e outra para onde o entrevistado se enquadra.

O relatório destacou a diferença de pensamento nas duas vertentes religiosas. Enquanto os liberais deram mais importância a tópicos relacionados à comunhão, como o tratamento de imigrantes ilegais, os conservadores deram mais peso aos ensinamentos sobre moralidade, como casamento homossexual e aborto.

O fenômeno do surgimento dos cristãos liberais e conservadores, citados na pesquisa é explicado pelo teólogo. Segundo Nicodemus, liberais são aqueles que se dizem cristãos mas negam a infalibilidade da Bíblia, em questões fundamentais como os milagres, ressurreição literal e física de Jesus de entre os mortos ou mesmo a plena divindade de Cristo. “Há muitos destes no Brasil”, diz Nicodemus.

Já os conservadores, por sua vez, defendem a infalibilidade da Bíblia, a realidade dos milagres e a ressurreição de Jesus, bem como sua segunda vinda literal. “Eu pessoalmento entendo que o liberalismo é uma religião diferente do Cristianismo”.

Uma outra tendência averiguada no estudo aponta que os liberais apresentam mais dificuldade em conciliar suas opiniões com o Antigo Testamento, enquanto que os conservadores alegam que muitas vezes os ensinamentos do Novo Testamento entram em conflito com suas opiniões políticas.

Desta maneira, existem possíveis ‘pontos obscuros’ nas Escrituras que poderiam levar diferentes interpretações. Mas, Nicodemus explica que a mensagem central da Bíblia é clara e pode ser resumida no Credo Apostólico.

Ele ressalta ainda que há outros pontos de compreensão mais difícil, como a sequência de acontecimentos futuros (escatologia) ou o sistema de organização e governo das igrejas. Outros pontos controversos são a vigência ou não de alguns dons espirituais.

“Dificilmente um verdadeiro cristão discordaria das palavras de Jesus. Ele mesmo disse que as suas ovelhas ouvem a sua voz e o seguem”, ponderou o especialista.

As diferentes interpretações das palavras de Jesus podem vir não somente porque há assuntos não muito claros na Bíblia, mas também porque as pessoas costumam interpretar a Bíblia à luz de suas experiências pessoais, afirma o teólogo.

“Deveríamos seguir a verdade onde ela nos levar”.


Fonte: http://portugues.christianpost.com/news/cristaos-relativizam-palavras-de-jesus-diz-teologo-sobre-estudo-de-como-jesus-pensaria-nos-dias-atuais-10196/

Divulgação: http://cultura-calvinista.blogspot.com

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