quinta-feira, 22 de março de 2012

Relativismo em teologia: `verdade NÃO absoluta` preocupa teólogo brasileiro

Relativismo em teologia: `verdade NÃO absoluta` preocupa teólogo brasileiro

Rev. Augustus Nicodemus


Se não há uma verdade absoluta, então por que acreditar na Bíblia? Relativismo em teologia preocupa teólogo brasileiro.

Doutor em Interpretação Bíblica pelo Instituto Teológico de Westminster, o Rev. Augustus Nicodemus traz à tona a problemática dos que não aceitam a Bíblia com a verdade absoluta.


Em um artigo publicado em seu blog, Nicodemus fala sobre pastores e teológos que acreditam que a teologia boa é “só aquela que está sendo feita agora”. Ele disse isso referindo-se aos que declaram que “não existe verdade absoluta, tudo é relativo”.

Mas as dificuldades em se considerar que cada geração entende Deus, a Bíblia e as grandes verdades do Cristianismo de uma maneira diferente de outra geração e de pessoas de outra cultura, são várias, ele aponta.

Em primeiro lugar, cada nova geração teria que definir de novo o que é o Cristianismo, uma vez que ele já foi definido e seus limites estabelecidos durante os primeiros séculos depois de Cristo.

“Os grandes credos ecumênicos da Cristandade estabelecidos nas gerações posteriores nos deram de forma sintetizada a doutrina de Cristo, da Trindade, entre outras, as quais o Cristianismo histórico adota até hoje.”


E assim, ele questiona: “o que eles [os teólogos progressistas] têm descoberto e oferecido mais recentemente que seja novo acerca do ser e das obras de Deus, da pessoa de Cristo e de sua morte e ressurreição?”


“Quando não caem nas antigas heresias, repetem simplesmente o que já foi dito por outros em tempos passados”, acrescenta ele.

A perspectiva do relativismo acaba com a distinção entre teologia certa e teologia errada, aponta o estudioso, e anistia todas as heresias já surgidas na história da Igreja.

Como exemplo, Nicodemus aponta a soteriologia, que fala sobre a salvação do homem. Segundo ele, a doutrina de que o homem é justificado pela fé somente, sem as obras ou méritos humanos, foi estabelecida cedo na Igreja cristã e reafirmada na Reforma protestante.

Sendo assim, o que os “nossos teólogos progressistas” teriam de novo a dizer sobre isso? Questiona ele.

“Os que tentaram, caíram nas antigas heresias soteriológicas já discutidas e refutadas ad nauseam pelos Pais da Igreja e pelos Reformadores.”

O estudioso tal posicionamento de uma postura agnóstica. “Os teólogos relativistas acreditam em que? Em tudo e, portanto, em nada”.

Em última análise, o teólogo afirma que essa visão acaba por privar as pessoas da Bíblia. “Quem defende essa visão, geralmente, tem dificuldades em aceitar que as Escrituras do Antigo Testamento e Novo Testamento foram dadas por inspiração divina”.
“Para ser coerente, quem defende que toda teologia é relativa, imperfeita e subjetiva, e que é válida somente dentro dos limites da cultura e da geração em que foi produzida, não poderia aceitar para hoje a teologia de Paulo, a de Pedro, a de João, a de Isaías. Teria de rejeitar as Escrituras como um todo, pois elas são a teologia de Israel e da Igreja, elaboradas em uma época e em uma cultura completamente diferente da nossa”.

Fonte: http://portugues.christianpost.com/news/relativismo-em-teologia-verdade-nao-absoluta-preocupa-teologo-brasileiro-10361/

Divulgação: http://cultura-calvinista.blogspot.com/

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