terça-feira, 14 de junho de 2011

Aprenda com Ricardo Gondim alguns passos para decadência bíblica e a sã doutrina!

A Parousia e Ricardo Gondim


Observando uma determinada linha do tempo, é inegável que a Igreja sempre acreditou em na parousia de Jesus Cristo de maneira pessoal e literal. Sempre fez parte do escopo doutrinário da Igreja a crença literal nos textos bíblicos que tratam desse assunto. O Apocalipse diz: “Eis que venho…” (22:7, 12). Independente do conceito que se tem do livro do Apocalipse, historicistas, preteristas, idealistas e futuristas covergem quando o debate gravita em torno da segunda volta de Cristo a Terra.

No entanto, existem alguns que negam o retorno de Cristo à revelia das Escrituras e da história do pensamento cristão. Por razões simples, as quais destacarei no final deste texto, a doutrina da segunda vinda é trocada por esperanças nenhumas. É certo que não podemos nos olvidar do alerta paulino sobre a apostasia de alguns em nosso tempo devido à escuta da voz de espíritos enganadores cujos ensinos são demoníacos (1ª Tm 4:1). Porém, quem um dia acreditou na volta de Cristo como ensinadas na Bíblia e a abandonou, deixou-a por nada.
A linha do tempo que proponho a seguir começa em Jesus Cristo, passa pelos escritores canônicos, faz uma breve visita à patrística e depois dá um salto até os reformadores parando neste ponto. Não há nada de exaustivo nas argumentações à frente, porém, o que é dito serve para deixar claro o que a Igreja sempre pensou sobre o assunto que este texto destaca e serve também para dar relevo a(s) razão(ões) porque muitos abandonam o ensino bíblico do retorno de Jesus.
Jesus Cristo (27-30 d.C.)

Jesus afirma categoricamente que ele retornará à Terra de maneira física e pessoal. Mateus registra as seguintes palavras de Jesus sobre o assunto:
  • Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória. (24:30)
Não há aqui uma teologia mateana colocando na boca de Jesus tais palavras. Elas pertencem a Ele.
A escatologia veterotestamentária é evocada por Jesus. O pano de fundo da fala dEle em Mateus 24:30 é o trecho escatológico de Daniel 7:13 que diz:
  • Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha com as nuvens do céu um como o Filho do Homem…
João registra as seguintes palavras do Senhor: “E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo…” (14:3).

Ele disse: “voltarei”!

Igreja Primitiva (Século I)

Não descrendo das palavras de seu Senhor, a igreja primitiva reafirma a bendita promessa por meio da pregação apostólica. As duas epístolas paulinas aos Tessalonicenses são clássicas no que tange ao ensino da parousia. Na segunda epístola, Paulo aborda exatamente o assunto da reunião entre nós e o Senhor que irá ocorre conforme Sua própria predição (Jo 14:3). Está escrito:
  • Irmãos, no que diz respeito à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com ele, nós vos exortamos a que não vos demovais da vossa mente… (2:1-2).
Esta “reunião” não se refere à vinda do Espírito Santo no dia de Pentecostes, à conversão da alma ou a vinda da morte como ensina alguns teólogos. Ela se tornará uma realidade quando formos “arrebatados (segunda vinda) juntamente com eles (os que morreram em Cristo), entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares…” (1ª Ts 4:17).

Este assunto figura no Novo Testamento com uma freqüência enorme. Além das abordagens paulinas, temos as de Pedro, João e outros escritores canônicos que tranquilamente podem ser verificadas.
Patrística (100-430 d.C.)

No período patrístico destaco Clemente de Roma (95 A.D.) que escreveu em sua Primeira Epístola aos Coríntios, 23, o seguinte:
  • Considerai como, em pouco tempo, o fruto da árvore se torna maduro. É bem assim que a vontade de Deus se cumpre, em ritmo veloz e inesperado, como a própria Escritura nos atesta: Virá logo e não tardará. Subitamente o Senhor entrará no seu santuário, o Santo a quem esperais.
Diz o escritor que o esperado virá!

Também engrossa a fila o manual de catecumenato chamado Didaquê (150 A.D.), no capítulo 16; Justino, o mártir, (150 A.D.) em sua Apologia I, 52 e, Agostinho (século IV) que em seu livro, A Cidade de Deus, diz: “… quando Ele virá outra vez.”

Reformadores (1500-1650 d.C.)

Entre os reformadores há algum destaque sobre a doutrina da segunda vinda de Cristo. No entanto, devido a necessidade de se debruçarem sobre a verdade da justificação pela fé, as abordagens sobre o retorno de Jesus não sofreram maiores desenvolvimentos. A seguir, destaco algumas palavras de Calvino sobre o assunto.

Em Calvino, encontramos a certeza de um segundo advento. Em seu Comentário sobre 1ª Tessalonicenses 4:5 ele disse:
  • Aceitando que foi por uma revelação especial que ele (Paulo) sabia que Cristo retornaria de certa forma num tempo futuro foi, todavia, necessário que está doutrina (a segunda vinda de Cristo) fosse entregue à igreja em comum, para que os crentes pudessem estar preparados em todos os tempos. [1]
Lutero, um historicista, também cria em uma segunda vinda de Cristo nos seguintes termos: “esse Jesus que dentre vós foi assunto ao céu virá do modo como o vistes subir” (At 1:11). Ou seja, literal e pessoal.

Um ponto comum entre os teólogos patrísticos e os reformadores em suas abordagens sobre a segunda vinda de Cristo é que eles comungam com o ensino de Cristo e dos apóstolos, fato que me faz crer, evidentemente, em uma dependência do primeiro grupo em relação ao segundo. Este é o segredo para não se romper com a sã doutrina. Quando prescindimos do paradigma teológico de Jesus Cristo e seus apóstolos, caimos em abismos profundos, tais como o abismo da negativa de uma segunda vinda pessoal e literal de Jesus Cristo.

Foi exatamente isso que aconteceu com os teólogos liberais, filhotes do Iluminismo. Adotando para si mesmos outros pressupostos que não os expostos nas Escrituras, mas destes, muitas vezes prescindindo, esses estudiosos acabaram por negar a visão tradicional de uma segunda vinda de Jesus em corpo. Em nome da moderna mentalidade científica, teólogos como o alemão Rudolf Bultmann (1884-1976) passaram e renegar a linguagem escatológica literal e, adotaram para si, uma escatologia existencial, coisa estranha às Escrituras.

Nessa perspectiva de desvios doutrinários, surge Jurgen Moltmann com a sua Teologia da Esperança que propugna um caminha rumo ao futuro para que este se mova em nossa direção. Nesse sentido, a idéia da futura segunda vinda de Cristo não tem a ver com Ele vindo, e sim, com nós indo até Ele e, isso, não está de acordo com a Bíblia.

Não existe segredo! Para abandonar ensinos caros à fé cristã, como o da segunda vinda do Senhor Jesus Cristo, basta tornar-se enfadado da clareza dos ensinos de Jesus e dos apóstolos e optar inspirar-se pelas invencionices de estudiosos insatisfeitos com a perspicuidade das Escrituras e marcados por uma mentalidade comprometida com um espírito que não é O de Cristo.

É isso o que ocorre com o teólogo e filósofo Ricardo Gondim.

“Amém! Vem, Senhor Jesus!” (Ap 22:20)

Por Pr Zwinglio Rodrigues

[1] Extraído daqui

Um comentário:

  1. E o que tem o Ricardo com isso? Seu texto não explica! o nome dele aparece apenas como um infame! É lícito isso?

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VOCÊ GANHOU!