sexta-feira, 29 de abril de 2011

Ricardo Gondim manda chumbo grosso nos evangélicos que votaram a favor dos brasileiros se defenderem

O direito à defesa armada contra bandidos armados não equivale a um suposto “direito” feminista de abortar crianças inocentes

Julio Severo

Mais de cem milhões de seres humanos foram assassinados por governos totalitários de linha marxista. É um fato triste, porém inegável. É difícil imaginar como líderes e governos marxistas não tiveram nenhum tipo de mínima sensibilidade para com seres humanos indefesos e conseguiram cruelmente eliminar tantas vidas. E é mais difícil ainda tentar entender como até hoje esse mesmo marxismo encontra refúgio, apoio e defesa entre milhões de seguidores socialistas, esquerdistas e progressistas — até mesmo entre os cristãos.

Contudo, toda essa enorme represa de sangue é acobertada pelos pretextos mais descarados e hipócritas. No Brasil, por exemplo, o brasileiro comum tem enorme dificuldade de entender a mortandade que a ideologia esquerdista já custou para a humanidade, pois os comunistas, socialistas, esquerdistas e progressistas do Brasil são abertamente “pacifistas” e contrários ao direito de o cidadão utilizar armas para a defesa de sua família. É como se o próprio diabo tivesse se transformado em anjo de luz, e a própria Bíblia diz que isso é possível.

No entanto, nenhum deles se levanta para protestar contra o uso de armas de fogo de governos comunistas contra seus cidadãos inocentes. Nenhum esquerdista pacifista do Brasil se levanta contra a violência armada da ditadura cubana contra seus cidadãos indefesos. Nenhum evangélico progressista se lembra de utilizar a Bíblia para atacar a violência armada dos governos comunistas. Por que?

Apesar de tudo, um evangélico progressista, em artigo na revista Ultimato, lembrou-se de atacar os evangélicos que votaram não ao plano do governo petista de tirar dos cidadãos do Brasil o direito de se defender. O voto não, que saiu vencedor, provocou tristeza entre os assassinos e criminosos, que correm o risco de enfrentar alguma vítima capaz de se defender, e causou indignação igual entre os esquerdistas ateus e os evangélicos progressistas, que pensam exatamente da mesma forma como o comunismo e o nazismo: nenhum cidadão tem o direito de se defender, principalmente das agressões armadas do governo.

Em artigo intitulado “Recado aos evangélicos brasileiros que votaram no Não”, na revista Ultimato de janeiro/fevereiro de 2006, Ricardo Gondim apresentou 7 pontos de sua oposição aos evangélicos que votaram não ao plano do governo petista de desarmar os cidadãos. O objetivo do referendo não era desarmar os criminosos, mas desarmar exclusivamente a população que mais sofre como vítima dos criminosos.

Minha principal motivação para escrever essa refutação é dar uma resposta clara, pois Gondim fez uma comparação ridícula, insinuando que os evangélicos que apoiaram o direito dos cidadãos do Brasil a uma defesa armada contra bandidos armados agora terão também de apoiar o direito das feministas ao aborto legal! Não fosse tal comparação, eu até deixaria Gondim em paz com seus pensamentos inconsistentes, mas acho que agora chegou o momento de uma resposta. É claro que ele andou escrevendo vários textos estranhos e polêmicos ultimamente, porém deixarei para irmãos em Cristo mais experientes o dever de refutá-los.

Portanto, mencionarei os argumentos esquerdistas de Gondim contra a defesa pessoal e logo em seguida respostas minhas e do irmão Marcos Grillo.

Argumento de Ricardo Gondim: 1. A partir de agora, os evangélicos que votaram no Não deveriam se sentir constrangidos de citarem, em qualquer circunstância, os conceitos pacifistas de Jesus. Mateus 5.9: “Bem-aventurados os pacificadores, pois serão chamados filhos de Deus”. Mateus 26.52: “Guarde a espada! Pois todos os que empunham a espada, pela espada morrerão”. Entenda-se por “pacifismo” a ideologia, ou o sistema de crença, que sustenta a imoralidade de machucar ou matar alguém, para conseguir o que se quer. Os pacifistas acreditam que bons fins não podem justificar a morte. Igualmente, seu entendimento de causa e efeito é de que bons fins crescem de bons meios, assim como um bom poema é composto de boas palavras. Os pacifistas acreditam que tanto a moralidade quanto o bom senso requerem que “vivamos as mudanças que queremos ver”. Lucas 6.29: “Se alguém lhe bater numa face, ofereça-lhe também a outra. Se alguém lhe tirar a capa, não o impeça de tirar-lhe a túnica”.

Resposta de Julio Severo: Eu não sei o que você faz, mas quando a filha de um evangélico progressista é estuprada, ele dá a outra também ao estuprador. Se o bandido vem para matar a esposa, o evangélico progressista também oferece os filhos. Ou se você acha esse raciocínio extravagante, então apenas consideremos que por amor à paz Gondim e todos os seus amigos esquerdistas suportam processos e injustiças sem nunca recorrer a um advogado! Se um bandido invadir sua casa, evidentemente ele jamais chamará a polícia. É claro que seria uma bênção o bandido voltar depois arrependido trazendo nos braços os produtos roubados, e esperemos que Gondim venha algum dia a adquirir fé suficiente para que o final de seus encontros com bandidos sempre seja assim! Não há dúvida nenhuma de que Jesus é um pacifista por excelência. Aliás, ele é o Príncipe da Paz. Contudo, a luta pela paz também envolve guerras, como o próprio Jesus vai demonstrar no final desta era. O conceito de paz na Bíblia envolve equilíbrio e bom senso. Ninguém em todo o universo é mais a favor da paz do que o Senhor Jesus. Contudo, para os que recusam terminantemente sua paz, o Senhor Jesus fará guerra, como confirma o Novo Testamento: “Vi os céus abertos e diante de mim um cavalo branco, cujo cavaleiro se chama Fiel e Verdadeiro. Ele julga e guerreia com justiça. Seus olhos são como chamas de fogo, e em sua cabeça há muitas coroas e um nome que só ele conhece, e ninguém mais. Está vestido com um manto tingido de sangue, e o seu nome é Palavra de Deus. Os exércitos dos céus o seguiam, vestidos de linho fino, branco e puro, e montados em cavalos brancos. De sua boca sai uma espada afiada, com a qual ferirá as nações. ‘Ele as governará com cetro de ferro’. Ele pisa o lagar do vinho do furor da ira do Deus todo-poderoso. Em seu manto e em sua coxa está escrito este nome: REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES”. (Apocalipse 19:11-16 NVI, o destaque é meu.) Embora seja campeão da paz, Jesus também sabe julgar e guerrear com justiça. Guerrear, se Gondim não sabe, é fazer guerra. Como Jesus, eu também sou a favor da paz e contra a guerra. Mas se houver guerra, temos a obrigação de usar o bom senso. Davi também era um homem de paz, e ele próprio declara: “Quando falo de paz, eles falam a favor de guerra.” (Salmos 120:7 NTLH) Mas as necessidades da vida tornavam necessário o uso da força. O próprio Jesus declarou: “Não pensem que eu vim trazer paz ao mundo. Não vim trazer a paz, mas a espada.” (Mateus 10:34 NTLH) Na mentalidade de Gondim, que segue Gandhi, Jesus jamais recorreria à guerra. Mas Jesus não é adepto de Gandhi, nem de Gondim! Quanto ao fato de que Jesus mandou Pedro guardar a espada, não foi uma ordem eterna, mas uma direção importante para o momento em que ele estava sendo preso. Pedro queria usar a espada para defender o Senhor Jesus, que é Deus! Nós, seres humanos, precisamos nos alimentar e nos proteger, porém ninguém pode alimentar e proteger a Deus! Mas Jesus não mandou o centurião romano guardar a espada (Mateus 8:5-13) e Pedro, em Atos 10, também não mandou outro centurião romano guardar a espada. Davi utilizou a espada, assim como milhares de outros servos de Deus, e ele não morreu pela espada. Na passagem em que Jesus orientou Pedro a guardar a espada, a orientação era para aquele momento definido, significando que Pedro deveria ficar com sua espada, mas sem usá-la naquela ocasião. Não era uma ordem eterna e universal. Além disso, a recomendação de Jesus foi para Pedro apenas guardar, não jogar fora, sua espada. Jesus também havia orientado um jovem rico a entregar todas as suas riquezas aos pobres (Lucas 18:18-23). Se essa orientação fosse eterna e universal, todos os cristãos ricos — inclusive alguns verdadeiros impérios cristãos — deveriam entregar todas as suas riquezas aos pobres. Mas mesmo que essas duas orientações fossem realmente mandamentos eternos e universais, eu não veria problema algum, pois eu estaria completamente isento: Não tenho nem nunca tive riquezas nem armas!

Argumento de Ricardo Gondim: 2. A partir de agora, os evangélicos que votaram no Não deveriam se sentir constrangidos de afirmarem que crêem na teologia paulina de que o testemunho cristão não se molda à cultura de violência do mundo. Romanos 12.21: “Não se deixem vencer pelo mal, mas vençam o mal com o bem”.

Resposta de Julio Severo: Gondim acha que todas as armas nas mãos de pessoas que não são assassinas nem criminosas levam ao crime. Então, seguindo esse raciocínio todas as armas nas mãos da polícia e do exército levam ao crime. Assim, todos — cidadãos, policiais e militares — devem ser desarmados, para que somente os bandidos andem a vontade? É isso mesmo o que Gondim quer? É inegável que há um grande número de acidentes fatais de estrada provocados por motoristas embriagados. Vamos então proibir o uso de veículos, em vez de apoiar leis que castiguem os alcoólatras? É preciso mencionar também que muitos assassinatos são cometidos com o uso da faca. Devemos então desarmar toda a população de todo tipo de faca? E as situações em que pessoas são mortas a socos e pontapés? Haverá a necessidade de estabelecer leis que obriguem a amputação de toda a população? Teremos então uma sociedade sem armas, sem facas, sem carros e cheia de pessoas sem mãos e pés! Mas essa não é a solução. Em situações de emergência, o cristão deve agir com força, não covardia. Se ele vir um criminoso estuprando uma menininha, será que ele, como quer Gondim, imitará Gandhi e se limitará a fazer apenas uma oração para que o estuprador poupe sua vítima ou pelo menos que não judie muito dela? É um grande dilema para o “pacifista” esquerdista, pois se ele utilizar a força, estará violando seus conceitos “pacifistas”; se não a usar, a vítima inocente não terá esperança alguma. Mas o cristão sincero não é obrigado a seguir essa covardia pacifista. Milhões de cristãos participaram da luta armada para deter o ditador Adolf Hitler, e muitos cristãos que não serviram como soldados mantinham-se em constante oração para que as tropas armadas vencessem Hitler. Até mesmo o Pr. Dietrich Bonhoeffer, morto em campo de concentração nazista, era membro de um movimento armado secreto na Alemanha que queria matar Hitler. Pelo visto, Gondim levaria flores para Hitler!

Argumento de Ricardo Gondim: 3. A partir de agora, os evangélicos que votaram no Não deveriam se sentir constrangidos de alardearem que admiram os posicionamentos de Gandhi ou Martin Luther King. Gandhi: “O que se obtém com violência, só pode ser mantido com violência”. Martin Luther King: “O homem nasceu na barbárie, quando matar seu semelhante era uma condição normal de sua existência. Nasceu-lhe uma consciência. Agora é chegado o dia em que a violência contra um ser humano deve tornar-se tão horrorosa como comer a sua carne.”

Resposta de Marcos Grillo: Que cristão está interessado em “alardear que admira os posicionamentos de Gandhi ou Martin Luther King”? Não temos nenhum compromisso com esses senhores, nem temos a obrigação de lhes prestar reverência. Nosso mestre e referencial último é Jesus Cristo, e quem tem Jesus não tem nenhuma necessidade de “alardear” que “admira” Gandhi, Luther King ou quem quer que seja, nem está preocupado em parecer elegante citando esses ícones do pacifismo. Quanto à frase de Gandhi, basta lembrar que o uso da força militar por parte do Estado é um princípio básico da ordem social, sem o qual a barbárie seria inevitável (e a paz, impossível). E com relação à citação de Luther King, cabe reiterar que não se trata de apelar para a violência gratuitamente, mas sim como um recurso último e inevitável. No caso do voto no “não”, tratou-se de preservar um direito elementar de todo cidadão, que é o de poder adquirir e usar uma arma para proteger a si, a sua família e o seu patrimônio, se assim julgar conveniente e necessário.

Resposta de Julio Severo: A apelação de Gondim é tanta que até parece que o principal sonho da vida dele é ver toda a população brasileira sem nenhum tipo de arma para defesa. Meu desejo para o Brasil é ver todos os brasileiros aos pés do Senhor Jesus! Mas se Gondim quer ser criativamente profético, por que ele não vê em seus sonhos todos os traficantes do Rio sem nenhum fuzil nas mãos? Por que ele não vê em seus sonhos Fidel Castro e seus homens fortes sem nenhuma arma para agredir a indefesa população cubana? Se ele quiser, posso dar a ele uma lista tão grande de outros alvos importantes para legítimo desarmamento que não lhe sobrará mais tempo algum na vida para se ocupar escrevendo textos inúteis. Quanto a Martin Luther King, será que podemos considerar como bom exemplo um homem que era pastor evangélico mas que se envolvia com prostitutas? É confiável o caráter de um pastor conhecido por levar uma vida dupla recheada de imoralidade? A Bíblia chama tal falta de caráter de hipocrisia. É nesse tipo de gente que Gondim se espelha? Se nem em King podemos confiar, muito menos em Gandhi! Mas graças a Deus, podemos confiar e nos espelhar em Jesus, pois ele é perfeito!

Argumento de Ricardo Gondim: 4. A partir de agora, os evangélicos que votaram no Não deveriam se sentir constrangidos de se posicionarem contra o argumento das mulheres que defendem o aborto alegando que o governo não tem o direito de legislar sobre seu corpo. Milhões de cristãos evangélicos defenderam o direito de se portar armas usando exatamente este argumento: seus direitos constitucionais seriam invadidos pelo governo. Ouviu-se repetidamente que os evangélicos não apoiavam o uso de armas de fogo, porém defendiam o “direito” dos outros cidadãos de comprarem pistolas, revólveres e rifles.

Resposta de Marcos Grillo: Acontece que o argumento segundo o qual a proibição do aborto fere um “direito” da mulher é simplesmente inadmissível, pelo simples fato de que o que está em jogo não é o corpo da mulher, e sim o ser humano que ela carrega em seu ventre, o qual tem constitucional, ética e moralmente os mesmos direitos de sua genitora (inclusive o direito à vida). Cabe ao governo garantir os direitos de todos os indivíduos, o que inclui os nascituros, e não sobrepor o suposto “direito” da mulher sobre o seu corpo (como se o feto não passasse de uma “parte” do corpo da mulher, ou um “invasor”) ao direito do feto à vida.

Resposta de Julio Severo: Gondim vê o uso de arma para defesa pessoal como instrumento exclusivo para matar. Nunca lhe ocorre à mente que o homem ou mulher que quer defender sua família de um bandido agressor não precisa necessariamente apontar a arma diretamente para o coração ou para o meio da cabeça do criminoso. Pode-se se for possível acertar o pé ou outro membro, a fim de que o agressor seja imobilizado em sua violência. A arma, no Brasil, é sinônimo exclusivo de morte apenas no caso de criminosos assassinos. Nos governos comunistas, a arma também é sinônima de morte. Mas para a população que tem o direito de se defender contra criminosos fortemente armados, a arma tem apenas a função de defesa. Por isso, não dá para entender a histeria de Gondim. Se ele é realmente contra o uso violento e injusto das armas, dou todo meu apoio a ele e incentivo-o a ir para Cuba pregar lá seu pacifismo e desarmamento para os agressores comunistas. Ou então que ele visite as favelas do Rio e São Paulo e pregue para os traficantes de fuzil seu evangelho do desarmamento. Quanto ao aborto e o direito de uso de arma para defesa pessoal, não há comparação legítima alguma. Quem utiliza uma arma para defender sua família está armado contra violências e agressões letais de criminosos, não para atacar crianças inocentes. No caso de mães grávidas que querem abortar, a criança a ser abortada não agrediu ninguém e não ameaçou a vida de ninguém. Ou o sr. Gondim enxerga todas as crianças como criminosas ou então ele vê todos os assassinos como se fossem tão inocentes quanto um bebê na barriga da mãe. Será que para ele acertar um perigoso assassino equivale a abortar uma criança inocente? A lógica de Gondim não tem lógica nenhuma! Na Bíblia, como em toda sociedade com liberdade e ordem, a defesa pessoal armada era permitida e o aborto era proibido. Mas agora Gondim, em seu jogo sujo, é frio e cruel: Se você quiser o direito legal de utilizar uma arma para defender sua família contra um criminoso armado então você deverá dar “igual” direito à mulher que quer abortar seu bebê inocente! Só gostaria de saber de uma coisa: De onde é que Gondim recebeu tal inspiração? Se o sr. Gondim é realmente um pacifista nato, então faça seus manifestos entre seus amigos esquerdistas do Brasil, que são campeões na luta pela legalização do aborto. Faça também manifestos entre seus amigos esquerdistas da China e Cuba, que mantêm suas populações indefesas e desarmadas a fim de agredi-las selvagemente.

Argumento de Ricardo Gondim: 5. A partir de agora, os evangélicos que votaram no Não deveriam se sentir constrangidos de orarem pedindo proteção divina. Não há necessidade de se buscar proteção divina quando se podem usar armas. É esquisito sair de casa com um trinta e oito na cintura e ainda assim citar textos como o Salmo 91: “Aquele que habita no abrigo do Altíssimo e descansa à sombra do Todo-poderoso pode dizer ao Senhor: ‘Tu és o meu refúgio e a minha fortaleza, o meu Deus, em quem confio’”.

Resposta de Julio Severo: A vasta maioria dos Salmos foi escrita por Davi, que pedia proteção e ajuda a Deus. Mas ele também fazia sua parte: ele utilizava normalmente uma espada, que era uma arma mortal equivalente a um rifle militar hoje. Quando o Senhor Jesus nos orientou a orar pedindo “o pão nosso de cada dia nos dá hoje”, ele não quis dizer que devemos cruzar os braços e deixar somente Deus fazer a parte dele. Como no caso de Davi, precisamos fazer a nossa parte, tanto para alimentação quanto para a defesa de nossas famílias. Quando Deus enviou o Apóstolo Pedro para levar o Evangelho ao centurião romano, Deus em nenhum momento condenou o centurião, que era um homem armado que comandava muitos soldados armados. Deus não ordenou que Pedro incentivasse o militar romano a se desarmar. (Confira Atos 10) Eu confio no Senhor Jesus e nunca toquei numa arma em toda a minha vida. Mas conheço as Escrituras o suficiente para saber entender que só porque eu não utilizo uma arma não posso condenar quem precisa utilizá-la. Aliás, há ocasiões e situações em que seu uso é necessário. Mas os comunistas não pensam assim. Para eles, a população deve permanecer eternamente desarmada diante de suas tiranias, sem mencionar que eles não dão o mínimo valor a Deus e sua bondade. Acredite se quiser, o Partido Comunista do Brasil teve o descaramento de fazer campanha para que, no referendo, a população votasse com o governo petista a favor do desarmamento da população. Tudo o que Gondim conseguiu fazer foi imitar os comunistas que, no Brasil, são “pacíficos” como as “ovelhas”, mas na China e outros lugares, verdadeiros lobos! No Brasil, eles também são lobos, mas pelo menos usam disfarce. Na China, Cuba e Coréia do Norte os lobos têm uma vantagem: eles não têm o trabalho de fingir que são ovelhas…

Resposta de Marcos Grillo: Quanta hipocrisia! Cabe perguntar novamente a Gondim se ele dispensa a proteção da polícia em seu bairro, cidade ou estado. Ademais, quem votou “não” votou na preservação do direito de adquirir arma e munições para uso residencial, e não no direito de “sair de casa com um trinta e oito na cintura”, o qual já foi cassado com a promulgação do chamado Estatuto do Desarmamento (que proíbe o porte de arma ao cidadão comum).

Argumento de Ricardo Gondim: 6. A partir de agora, os evangélicos que votaram no Não deveriam se sentir constrangidos de criticarem os gastos militares globais.

Resposta de Marcos Grillo: Quantos sofismas! Em primeiro lugar, como eu já disse, quem votou “não” votou simplesmente na preservação do direito de adquirir arma e munições para uso residencial, e contra uma medida demagógica e absolutamente inútil, uma vez que não acabaria com o comércio ilegal de armas, pelo contrário, aumenta-lo-ia, além de extinguir a possibilidade de um cidadão ter uma arma para prover sua segurança em locais e circunstâncias em que o Estado não chega ou simplesmente não existe. Ademais, a desproporção entre as despesas com armamentos e os gastos com problemas de ordem social é uma outra questão, muito mais complexa do que supõem os pacifistas mais ingênuos (perdoem-me a redundância). Há países cujos governantes propõem o desarmamento civil e dizem defender a paz, mas na realidade os seus gastos com armamentos não param de crescer, tais como Cuba, Venezuela, China e outros. Ora, se esses países não diminuem seus gastos com armas, por que os EUA e outros países deveriam fazê-lo? Trata-se, enfim, de uma questão complexa, que envolve intrincadas relações internacionais, e fazer referência a essa questão para acusar os não-pacifistas é pura falácia.

Argumento de Ricardo Gondim: 7. A partir de agora, os evangélicos que votaram no Não deveriam se sentir constrangidos de afirmarem que são cidadãos de outro reino. O reino de Jesus não é deste mundo nem as armas de sua milícia, carnais. Os cristãos deveriam se sentir responsáveis por disseminar o que promove a paz, e nunca o que gera morte. João 18.36: “O meu Reino não é deste mundo. Se fosse, os meus servos lutariam para impedir que os judeus me prendessem. Mas agora o meu Reino não é daqui”. 2 Coríntios 10.4: “As armas com as quais lutamos não são humanas; ao contrário, são poderosas em Deus para destruir fortalezas”. Talvez o referendo sobre o comércio de armas não fosse suficiente para resolver os impasses gerados pela violência urbana que se instalou no Brasil. Ele pode até ter sido convocado para camuflar a falta de uma política de segurança pública. Se o Sim fosse aprovado, talvez as cidades continuassem perigosíssimas. Mas ele serviu o bastante para se perceber o quanto os evangélicos ainda precisam amadurecer em cidadania e a dificuldade em aplicar no cotidiano princípios em que imaginam acreditar, bem como que precisam aprender que o seu papel é caminhar na contracultura. Soli Deo Gloria.

Resposta de Julio Severo: Se Gondim realmente acredita que nossas armas não são carnais, mas espirituais, por que então ele rotineiramente troca o verdadeiro Evangelho do Senhor Jesus Cristo por uma mensagem marxista com enfeites cristãos? Por que ele apoiou tanto Lula e o PT nas eleições presidenciais de 2002? Por que ele mesmo não deu o exemplo e optou por armas espirituais? Por que ele está tão revoltado com o resultado do referendo imposto pelo governo petista? É mais fácil atacar os outros do que fazer uma profunda avaliação de si mesmo? Vamos então aplicar, de acordo com o que Gondim quer, o argumento de que somos cidadãos de outro reino. Cidadãos de outro reino não apóiam Lula para presidente, mas apenas Jesus. Cidadãos de outro reino não chamam os bombeiros na eventualidade de um incêndio: eles chamam os anjos. Cidadãos de outro reino não votam nem participam de nenhuma atividade social, pois eles não têm nada a ver com este mundo. Cidadãos de outro reino não trabalham como deputados, vereadores, juizes e advogados, pois essas atividades estão intimamente ligadas com este mundo. Cidadãos de outro reino se ocupam mais com Jesus do que com ideologias espiritualmente inúteis e nocivas como o socialismo, pois o Evangelho está infinitamente acima do socialismo. Cidadãos de outro reino não se envolveriam apaixonadamente no referendo de proibição da defesa pessoal armada. Se Gondim se considera cidadão de outro reino, conforme sua própria interpretação, por que ele está tão preocupado e descontente com os resultados do referendo? Quer dizer que se os resultados tivessem sido o que seus sentimentos esquerdistas estavam desejando, aí ele iria escrever um elogio aos evangélicos que apoiaram o governo petista a desarmar a população civil? Gondim poderia ter utilizado sua habilidade de escritor evangélico para tratar de um assunto “do outro reino”, de interesse e edificação para os evangélicos. Contudo, ele preferiu tratar de um tema social a partir de um ponto de vista que promove não o bem-estar espiritual do povo de Deus, mas apenas o crescimento da ideologia esquerdista no meio evangélico. Ah, que ele amasse realmente o Evangelho de Jesus Cristo do jeito que ele ama o Evangelho de Karl Marx! Se ele de fato tivesse amor ao verdadeiro Evangelho, ele não teria tempo nem interesse em defender argumentos favorecendo a ideologia esquerdista. Por isso, em vez de gastarmos nossas energias em campanhas para desarmar a população civil inocente, que precisa se defender, deveríamos — se realmente tivermos tempo para essa questão — apenas apoiar todo esforço do governo para desarmar e punir a população criminosa, que utiliza suas potentes armas contrabandeadas para atacar a população inocente. A situação de violência hoje no Brasil é tanta que a própria polícia se acha sem meios de se defender, contratando empresas particulares para fazer a segurança de suas próprias delegacias! Eu vi em pessoa uma delegacia da polícia federal no Estado de São Paulo que era protegida por uma empresa particular. Quem então protegerá a população, se nem a própria polícia se sente segura? Mais do que nunca no Brasil, cada cidadão honesto precisa ter garantido seu direito natural de ter os meios para se defender. Se Gondim quisesse fazer uma campanha para desarmar a população criminosa, com muita alegria eu o apoiaria, pois se o governo realmente conseguir desarmar todos os bandidos, os cidadãos terão mais liberdade e menos medo de continuar vivendo suas vidas normais. Mas essa não parece ser a proposta de Gondim. Aliás, Gondim anda com idéias estranhas. Ele criou recentemente um controverso blog em homenagem a “Outro Deus” e teve rapidamente de desistir dessa aventura, por causa da repercussão negativa. Muitos internautas não estavam entendendo que “outro deus” é esse que ele estava tentando apresentar ou defender — principalmente porque esse estranho deus não tinha semelhança genuína com o único Deus verdadeiro. E, como não poderia deixar de ser, o controverso blog mencionava positivamente Karl Marx — que não é um fenômeno raro entre os esquerdistas. Assim, já não se sabe a quem realmente Gondim sempre dá seu Soli Deo Gloria.

Fonte: http://juliosevero.blogspot.com/2006/01/ricardo-gondim-manda-chumbo-grosso.html

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