quarta-feira, 7 de abril de 2010

ERROS TEOLÓGICOS EM MÚSICA GOSPEL

Os erros teológicos das músicas hoje são muito grandes. Com toda essa expansão que tivemos de igrejas neopentecostais, com suas teologias e práticas também tivemos a expansão da música por parte desses grupos, no entanto, ficaram refletidas em suas músicas erros doutrinários e teológicos. De certa forma, nos últimos anos tem proliferado músicas evangélicas com uma perspectiva de auto-ajudar as pessoas. NA verdade, algumas tentam nos levar a entender que são realmente músicas para adoração a Deus. Mas no fim, é possível perceber que apenas louvam a si mesmos. Ou seja, ao invés de se prestar um culto ao Divino, se presta um culto ao humano. Eu quero chamar aqui essa ação de "auto-louvor".

Eu gostaria, mesmo que de forma breve, citar uma musica que ouvi esses dias, através de um vídeo que recebi. É de um grupo evangélico chamado Trazendo a Arca, que recebe um prêmio de maior vendagem de disco no meio evangélico. Veja e depois comentamos:

Se tentam destruir-me
zombando da minha fé
e até tramam contra mim
querem entulhar meus poços
querem frustrar meus sonhos
e me fazer desistir
Mas quem vai apagar
O selo que há em mim?
A marca da promessa, que Ele me fez
E quem vai me impedir, se decidido estou?
Pois quem me prometeu, é fiel pra cumprir
O meu Deus nunca falhará, eu sei que chegará minha vez.
Minha sorte Ele mudará
Diante dos meus olhos
Prepara-me uma mesa
Na presença dos meus inimigos
Unge minha cabeça
E o meu cálice faz transbordar
Mas quem vai apagar...


Bom, a letra em primeira análise, tenta falar com uma pessoa desanimada, tentando mostrar para ela o porque não deve desistir. A resposta para isso é a marca da promessa que o autor reivindica. O que é muito importante notar, é que em nenhum momento o autor esclarece qual é essa marca da promessa, qual é esse selo. Porém o contexto da música dá a entender que essa promessa seja a de sempre ser vencedor.A letra também busca referências do A.T., de forma isolada, fora de seu contexto. Por exemplo, quando citam os poços entulhados. Uma referência a Isaque, veja Gn 26.15, quando está na terra dos Filisteus.


A letra indaga quem irá apagar o selo, porém em nenhum momento esclarece de que selo está se falando, também se indaga quem o irá impedir se ele está decidido, reivindicando quem prometeu é fiel para cumprir, entretanto em nenhum momento a letra esclarece o que exatamente foi prometido.


Depois ele se volta pra Deus, mas não em um ato de adoração e sim em um ato de reivindicação. Começa a dizer que sabe que a sua vez irá chegar e que diante de seus olhos as coisas irão mudar. Ele finaliza a música se referindo ao Salmo 23.5 completamente fora de seu contexto, ainda mais se considerarmos o contexto também da canção.


Conclusão:


Bom, essa letra, como muitas hoje em dia, possui uma linguagem antropocêntrica. Ou seja, o homem e sua satisfação é o centro dela. Não poderíamos nesse caso colocá-la como uma música de adoração, simplesmente porque ela não adora a Deus. As suas referências que tentam dar um roupagem Bíblica a letra, se despedaçam quando lemos os textos em seus contextos.Uma outra questão marcante no antropocentrismos, é que ele sempre reivindica a satisfação do homem, a letra busca satisfazer o coração humano. Para isso, a letra se enche de triunfalismo se utilizando de forma errônea dos textos Bíblicos para validar sua afirmação de que crente não sofre, não passa dificuldade.Talvez um erro na interpretação de textos como o do Salmo 23, onde o nada faltará é compreendido a partir da ótica de que Deus precisa me dar tudo o que quero. O sentido de ter Deus como pastor é exatamente o oposto do que é expresso nessa letra, não é que Deus deve me dar tudo, e sim que com Deus eu não tenho falta de nada. "O Senhor é meu Pastor e de nada eu tenho falta".


As letras se transformaram em coisas confusas de serem compreendidas e assim, muitas coisas estranhas vão surgindo. Eu gostaria de elencar aqui uma cançao bem conhecida de um grupo chamado Toque no Altar. "Deus de Promessas". Essa música é muito bonita em seu aspecto geral, ou seja, a musicalidade e o sentido da letra. Entretanto ela contém um erro, quase sempre derivado do sentido antropocêntrico das teologias de igrejas neopentecostais.Senão, vejamos:

Sei que os teus olhos
Sempre atentos permanecem em mim
E os teus ouvidos
Estão sensíveis para ouvir meu clamor
Posso até chorar...
Mas a alegria vem de manhã
És Deus de perto e não de longe
Nunca mudastes, tu és fiel
Deus de aliança, Deus de promessas
Deus que não é homem pra mentir
Tudo pode passar, tudo pode mudar
Mas tua palavra vai se cumprir
Posso enfrentar o que for
Eu sei quem luta por mim
Seus planos não podem ser frustrados
Minha esperança está
Nas mãos do grande eu sou
Meus olhos vão ver o impossível
Acontecer...


A música começa de uma forma muita clara, sempre remetendo a textos bíblicos como os de II Crônicas 6.20, 6.40 e 7.15. Entretanto, na parte em que está em negrito surge um erro na interpretação: És Deus de perto e não de longe. Essa frase remete imediatamente para o texto de Jeremias 23:23. Embora, no referido texto sagrado as palavras do TODO PODEROSO são: Sou eu apenas Deus de perto, diz o Senhor, e não também Deus de longe?


Muitos fóruns debatem em torno dessa frase infeliz da música do Toque no Altar, e muitos argumentos são levantados para a validação da mesma. Detalhe: o texto Bíblico expõe de forma definitiva o sentido das palavras de Deus. Quanto a isso fica difícil argumentar. Não posso dizer que o autor da letra tenha se utilizado desse texto, embora toda a música faça referência a textos Bíblicos, mas o que é fato é que ela choca-se completamente contra as Escrituras.


Nesse sentido, uma solução poderia ser proposta. Mudar a frase para o que de fato o texto sagrado diz. Deixando de lado as nossa prerrogativas para justificar a veracidade da frase do autor da música. Nota-se também, que tal mudança em nada mudaria a paráfrase da música. nesse caso é melhor cantar: És Deus de perto e também de longe. A música é muito bonita, e depois de resolvida essa parte também ficará totalmente Bíblica.


Fora isso, a música transmite de forma clara o cuidado de Deus para com os seus. A musica fala da impossibilidade dos planos de Deus serem frustrados, o que nos dá esperança diante de diferentes fases da nossa vida. Planos e não sonhos. Não são os sonhos que não são frustrados, e sim os planos, ou seja, Deus não sonha ele determina as coisas. Também nos transmite esperança diante das lutas, quando remete àquele que luta por nós.Que Deus nos conserve verdadeiros adoradores


Grupos de louvor como Lagoinha, Toque no Altar, Renascer Praise, e muitos outros, comandam os nossos momentos de louvor. Quantas pessoas já não leram livros de Ana Paula Valadão para aprender como prestar uma adoração "extravagante", pois é, esse é o nome dado a atitudes como a de andar de "quatro como um leão" afirmando(como escrito em sua nota de esclarecimento) ser o poder do Espírito Santo que dobrou suas pernas a fazendo se rastejar de uma forma vexatória e humilhante como um animal quadrúpede no palco.


Fonte: http://ateudemim.blogspot.com/

2 comentários:

  1. Fico feliz em saber que há pessoas que ainda analisam as letras. Amém. Essas são alguns dos exemplos. Há musicas cantadas que demonstram que ou não cremos nas profecias ou não entendemos os tempos da dispensação. Infelizmente a musicalidade é mais valorizada do que a letra e ai cai no gosto popular e quase ninguém analisa o cunho teológico. Aleluia que isso ta mudando. Eu sou tido como chato mas não canto toda música antes de analisa-la biblicamente. E vejo que muita muisca nem sacra é. Pode ser evangèlica, ou até mesmo gospel mas não é sacra, bíblica. Voltemos ao evangelho puro e genuíno.

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  2. música é arte de se expressar,nada contra cantar uma musica que fale de amor ou outro sentimento,no entanto quando se trata de louvor,OU MESMO DE UMA MENSAGEM evangelística,tem que está de acordo e em harmonia com as sagradas escrituras,do contrário não pode ser tratado como evangélico ou de utilidade para a igreja

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